Material da aula · Gaby Haviaras
"Você tem coragem de colocar sua voz no mundo? De ocupar o palco que tanto deseja e merece?"
Este é o material de apoio da aula. O mapa do que você viu ao vivo: a virada da oratória para a comunicação estratégica, as dores que travam a sua fala e os terrenos que se trabalham para destravar. Guarde este link e revisite quando precisar.
A tese da aula
Essa frase resume tudo o que você viu. E ela vem com uma régua prática, para avaliar qualquer técnica, qualquer conselho, qualquer fórmula de fala que aparecer no seu caminho.
Isso sustenta presença ou gera aparência?
Quem dirige
Antes de dirigir a comunicação de outras pessoas, eu precisei destravar a minha própria. O caminho não passou pela oratória. Passou pelo corpo e pelo palco. São mais de 33 anos de profissão.
Fui uma criança tímida. A dança me trouxe o corpo: virei bailarina profissional e descobri que o corpo fala antes da boca.
O teatro me desafiou a falar. E me ensinou. Mais de 25 peças, séries de TV, e a comunicação aprendida no lugar mais exigente que existe: a cena.
A poesia me trouxe de volta pra mim. Eu não queria mais o personagem, e nasceu a paixão pela direção de movimento: dirigir pessoas, não papéis.
Pandemia, gestação, puerpério. Depois de mais de 33 anos de profissão, uma pergunta: para que serve um artista? O Lab da Fala Autêntica é a minha resposta.
"Eu não venho da oratória. Venho da direção teatral. Não ensino a falar bonito. Tiro do caminho o que impede a pessoa de ser vista."
Gaby Haviaras · Diretora de Comunicação Estratégica · Método Cultura da Presença
A virada conceitual
Essa pergunta abre a cabeça. Porque toda a indústria da fala foi construída em cima de uma resposta que não se sustenta.
O caminho comum
comunicar de fora pra dentro
Resultado: comunicação que cobra adequação. Soa artificial. Impecável e esquecível.
Cultura da Presença
comunicar de dentro pra fora
Resultado: você encontra e treina a sua melhor forma de se comunicar. Se você comunica o tempo todo, essa comunicação precisa ser estratégica.
Você foi ouvida. Mas foi lembrada?
Reconhecimento
As dores que travam a sua comunicação costumam ser invisíveis. Nomear é o primeiro passo. Então vamos brincar: em cada frase, marque o quanto isso ainda é você. No fim, o placar mostra o quanto do caminho você já andou.
"Preciso decorar tudo. E morro no primeiro imprevisto."
"Não sei me apresentar. Não sei qual é o meu diferencial."
"O que eu digo e o que o meu corpo diz não combinam."
"Não sei posicionar o corpo. Sentada, no podcast, no palco, viro uma bolinha de tênis quicando."
"Viro apresentadora de slide em vez de dona da palestra."
"Tenho medo do silêncio. Atropelo a fala com medo da pausa."
"Falta fluidez, falta síntese. E o fechamento nunca é memorável."
"Ansiedade, boca seca, nervosismo na hora de subir."
Seu placar
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Responda as 8 frases pra ver seu resultado.
É uma brincadeira, não um diagnóstico. Mas o corpo sabe que tem verdade aqui.
A emoção faz parte. Ela não é o problema, e não vai embora. Quem segura a emoção é o corpo e a respiração.
"Presença não é místico. Presença começa no corpo. O que não está presente em corpo, está ausente."
Por isso a oratória não resolve: ela trabalha a técnica da fala, quando o travamento está no corpo, na voz, na história de quem cala. Comunicação não é um dom que você tem ou não tem. Você já comunica o tempo todo. O que falta é fazer isso com presença. E isso pode ser lapidado.
O mapa
Tudo sustentado por um motor de quatro forças, o método C.O.R.E., e aplicado em quatro terrenos práticos.
Apropriar-se da sua narrativa. O afeto e a sua história como diferencial.
Saber contar sua história. Organizar o seu conhecimento para ser comunicado.
Boa comunicação não é dom, é prática. Corpo, voz, ensaio e disciplina.
Nada do que você fala, e onde fala, é por acaso. Onde vou, com quem falo, o que troco.
Comunicação não verbal: postura, gesto, autopercepção e dramaturgia corporal. Exercícios de respiração. O corpo disponível antes da palavra.
Articulação e aquecimento, identidade vocal, e a diferença entre a palavra falada e a palavra entregue. Trabalho com poesia e a performance do silêncio.
A sua história como diferencial e ressonância: Jornada do Corpo e Jornada da Comunicação. Que história contar em cada momento. Como se apresentar.
Os três pilares da retórica: Ethos, Pathos e Logos. O esboço da palestra, do coração à tese ao encerramento. E o palco: olhar, peito no centro, quadril, caminhadas, respiração.
"Isso não se aprende assistindo. Se instala fazendo: no corpo, ao vivo, com direção. É exatamente isso que a gente faz no Lab da Fala Autêntica."
Pra ir além
Comunicação não se aprimora só treinando fala. Ela se expande quando a gente amplia repertório, escuta outras vozes e deixa que ideias diferentes reorganizem a nossa forma de estar no mundo. Estes 10 livros não são uma lista de "como falar melhor": são convites para pensar presença, narrativa, criatividade, corpo e coragem de se mostrar.
A lista completa também está no post, em parceria com o @clubedolivro_entretonsetempos. Salva lá pra ter sempre à mão.
Comunicação como presença. Presença que transforma.